Padrasto e mãe são presos suspeitos de tortura contra criança de 4 anos, em Mara Rosa

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) através da Delegacia de Polícia de Mara Rosa – 18ª DRP, em ação conjunta com a Polícia Militar de Goiás, deu cumprimento na última segunda-feira (15) a mandados de prisão preventiva expedidos pelo Poder Judiciário da Comarca de Mara Rosa, em desfavor dos pais, padrasto e mãe, investigados pela prática de crime de tortura contra a filha de apenas 4 anos de idade.
As investigações apontaram que a criança foi submetida a intenso e reiterado sofrimento físico no ambiente doméstico, sendo queimada diversas vezes com um isqueiro, conduta que ocasionou lesões graves compatíveis com queimaduras de segundo grau, conforme constatado em laudo de exame de corpo de delito, registros fotográficos e demais elementos probatórios colhidos durante a apuração. Restou evidenciado ainda que os atos não se trataram de episódios isolados, havendo histórico de agressões anteriores, o que demonstrou elevado grau de crueldade e periculosidade concreta.
Apurou-se que o padrasto da vítima, exercendo guarda fática sobre a criança, teria sido o responsável direto pelas agressões, conduta que, em tese, se amolda ao crime de tortura. Constatou-se, ainda, a omissão penalmente relevante da genitora, que, mesmo ciente das agressões e da situação de risco vivenciada pela filha, deixou de adotar providências eficazes para cessar a violência, permitindo sua continuidade.
Diante da extrema gravidade dos fatos, da vulnerabilidade absoluta da vítima, do risco concreto de reiteração delitiva e da necessidade de garantia da ordem pública e da instrução criminal, o Poder Judiciário decretou as prisões preventivas dos investigados, medidas que foram devidamente cumpridas pelas forças de segurança. Após a formalização dos procedimentos legais, os presos foram conduzidos à unidade prisional da cidade de Uruaçu, onde permanecerão à disposição da Justiça



