AstraZeneca decide parar fabricação de vacina da Covid

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Imagem - Reprodução.

A farmacêutica AstraZeneca confirmou que deixará de produzir sua vacina contra a Covid, a Vaxzevria. No Brasil, ela era fabricada em parceria com a Fiocruz.

A empresa decidiu retirar o imunizante do mercado alegando que atualmente há um excedente de vacinas e que houve um declínio na procura pela Vaxzevria.

A AstraZeneca não citou em sua nota a polêmica ao redor de eventos trombóticos, que foram causados em raros casos após a aplicação dos imunizantes.

As reações ocorreram, em média, em menos de 1 a cada 100 mil vacinados. Para especialistas, a ocorrência era um mal necessário na época da pandemia.

Na nota enviada à imprensa, a farmacêutica apenas cita que está trabalhando com órgãos reguladores para “concluir este capítulo”.

Nas últimas semanas, porém, casos de pessoas que tiveram trombose por uma reação rara ao imunizante ganharam maior evidência na imprensa internacional. Movimentos negacionistas usaram a notícia para descredibilizar a campanha de vacinação contra a Covid como um todo.

A propaganda negativa foi tão intensa que levou o Ministério da Saúde a fazer um pronunciamento em favor da segurança do imunizante.

Em nota, a farmacêutica declarou que tem muito orgulho de ter desenvolvido uma vacina que foi “componente crítico para acabar com a pandemia global”.

Leia a íntegra do pronunciamento da AstraZeneca:
Estamos muito orgulhosos com o papel que Vaxzevria desempenhou para o fim da pandemia global.

De acordo com estimativas independentes, mais de 6,5 milhões de vidas foram salvas só no primeiro ano de utilização e mais de três bilhões de doses foram
distribuídas a nível mundial.

O nosso trabalho foi reconhecido pelos governos de todo o mundo e é amplamente considerado como tendo sido um componente crítico para acabar.

Visto que desde então foram desenvolvidas múltiplas vacinas contra variantes da COVID-19, há um excedente de vacinas atualizadas disponíveis. Isto levou a um declínio na procura de Vaxzevria, que já não é mais fabricada nem distribuída.

Vamos agora trabalhar com os órgãos reguladores e com nossos parceiros para nos alinharmos em um caminho claro para concluir este capítulo e a contribuição significativa para a pandemia da COVID-19.

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